I Seminário de alunos da CSVM da UERJ sobre Migrações Forçadas.

cartaz csvm OFICIAL

Consoante com a data que celebra internacionalmente a luta da população refugiada por seus direitos, graduandos e pós graduandos da UERJ comprometidos com a cooperação acadêmica no âmbito da Cátedra Sergio Vieira de Mello (ACNUR – ONU), convidam a todos a se reunir para debater seus projetos de pesquisa e extensão na temática da migração forçada.

O #IseminariodiscenteCSVMUERJ é fruto do interesse e articulação de alunos de graduação, pós-graduação e pesquisadores da UERJ no âmbito da Catedra Sergio Vieira de Mello (CSVM), uma iniciativa do Alto Comissariado das Nações Unidas (ACNUR|ONU) com diversas Instituições de Ensino Superior e que visa fomentar a pesquisa e vem se constituindo como um forte agente de debate e reflexão para questões que versam as migrações forçadas e integração da referida população.

A proposta do Seminário é convidar a todos que desenvolvam alguma pesquisa dentro do tema na UERJ para debater e estreitar laços, com o objetivo de que o evento se apresente como uma oportunidade de debate, conhecimento, promoção de direitos e amplie os horizontes nas diferentes perspectivas que permeiam as migrações forçadas.

Abaixo, conheça um pouco mais dos trabalhos inscritos para apresentação. O evento foi separado em três eixos temáticos.

Você pode conferir a programação completa do Seminário aqui.

Saúde na perspectiva das Migrações forçadas.

  1. Se você está aqui, é porque eu existo: percepções múltiplas e deslocamentos do sistema único de saúde no encontro com refugiados. Julianna Coutinho, Martinho Silva
  2. Tuberculose ativa e latente entre refugiados: uma revisão sistemática da literatura. Raquel Proença, Eduardo Faerstein
  3. Perfil, trajetórias e saúde de solicitantes de refúgio atendidos pela Cáritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro entre 2016 e 2017. João Roberto Cavalcante, Eduardo Faerstein
    1. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) – Instituto de Medicina Social, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2019. O objetivo deste estudo foi analisar, entre solicitantes de refúgio atendidos pela Cáritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro (Cáritas-RJ) em 2016 e 2017, o perfil sociodemográfico, as trajetórias de migração e algumas condições de saúde autorrelatadas. Foi realizado um estudo transversal que utilizou dados secundários, constantes de 738 formulários referentes ao período de estudo, preenchidos na Cáritas-RJ. Foram realizadas análises descritivas das variáveis categóricas e calculadas as frequências absolutas e relativas. As trajetórias do país de origem até o Brasil foram apresentadas em mapas temáticos. Foram identificados 45 países de nascimento, havia predomínio de solicitantes de refúgio e 20,3% relataram serem apátridas. A maior parte, 62,7%, era do sexo masculino, 96,9% adultos, com idade média de 30,2 anos, 73,5% solteiros, 86,9% com ensino médio ou superior e apenas 4,4% desempregados no país de origem antes da vinda para o Brasil. Entre os motivos para solicitação de refúgio, destacaram-se possuir fundado temor de perseguição por opinião política, por violação de direitos humanos e por correr risco de ser vítima de tortura. Para chegar ao Brasil, 78,8% viajaram somente de avião. 11,2% afirmaram ter alguma doença ou agravo, sendo as mais frequentes hipertensão arterial, asma, HIV/aids, diabetes, alergia, anemia, doença cardíaca e dorsalgias. Apenas 2,2% relataram fazer algum tratamento médico ou psicológico; 2,0% relaram deficiências físicas, 0,6% deficiências auditivas e 6,0% deficiências visuais. Recomenda-se que essa população seja uma das prioridades das ações de equipes de saúde, entre outros setores. Políticas públicas que podem afetar as experiências pós-migração incluem a necessidade de prestação continuada de serviços que aumentem acesso aos serviços de saúde, garantam moradia, trabalho e renda.
  4. Reflexões Sobre a Diversidade Cultural no Campo da Saúde Mental para Imigrantes e Refugiados. Igor de Assis, Francisco Ortega
  5. Sofrimento e Cultura: Refugiados Congoleses no Município do Rio de Janeiro. Fabiana Siqueira, Francisco Ortega

Cultura e Sociedade

  1. Travessias – Migrações e cotidiano. Noale Toja,Nilton Alves, Elaine Sotero, Nilda Alves
  2. Abordagens Pedagógicas no Ensino de Português com Refugiados. Ana Beatriz Costa, Anny Caroline Silva; Isabel  Maia, Ana Karina Brenner.
  3. O Brasil e os Refugiados do Pós-Segunda Guerra. Guilherme Marques, Luis Reznik.
  4. Os Refugiados do Pós-Guerra na Imprensa Carioca: uma análise fotográfica sobre os olhares do “A Noite Ilustrada” e da “Revista da Semana”. Vanessa Leite, Luís Reznik
    1. O presente trabalho tem como proposta a análise das fotografias inseridas no A Noite Ilustrada e na Revista da Semana a respeito dos refugiados que eram destinados a Hospedaria de Imigrantes da Ilha das Flores, entre os anos 1947 a 1955, a fim de compreender como esses sujeitos eram representados.
  5. Arte, Natureza e Cultura – um convite à passeio no Jardim Antropofágico. Monique Neves, Isabela Frade

Direitos Humanos e Migrações Forçadas

  1. Vidas e emoções em movimento: o acolhimento psicológico à pessoas em situação de refúgio. Fabiana Pan, Camila Rangel, Louise Xavier, Nicole Oliveira, Hebert Silva, Laura Quadros
  2. Socialização e inclusão social – movimento dos grupos sociais – parceria com o PARES Cáritas-RJ. Renata Ayres, Vinicius Oliveira, Heloisa Ferraz.
  3. Migrações, Trabalho e Direitos Humanos. /Projeto CAPES/COFECUB – Vidas Paralelas Migrantes: perspectivas Brasil-França. Heloisa Ferraz.
  4. Migrações e Trabalho no Rio de Janeiro-Brasil: Representações , Possibilidades e Desafios da Inclusão Social. Gabriella Santiago, Heloisa Ferraz.
  5. Em pares: uma narrativa do encontro com pessoas em situação de refúgio no Rio de janeiro. Carine dos Santos, Heloisa Ferraz.